L’Europa è in guerra. È una guerra dichiarata anni fa dall’oligarchia tecno-finanziaria, per paura che la crisi americana dei subprime intaccasse i patrimoni delle banche, che devono essere salvati a scapito degli stessi Stati europei. Ha utilizzato colpi di stato in Grecia (Papandreu), in Italia (nomina di Monti grazie a Napolitano), ha commissariato il Portogallo, l’Irlanda e l’Italia. Sta organizzando un nuovo colpo di Stato in Grecia. La guerra porta sempre rovine. In Italia ha portato il Jobs Act e il lavoro gratuito. In Grecia il 30% della popolazione vive in condizioni di povertà.  La guerra, oggi, utilizza nuovi strumenti. È il bazooka della stretta della liquidità e dell’asfisia economica. Nulla di nuovo. Un tempo si chiamava “assedio”. A questo punto, l’Europa è morta. Non c’è più. Non ci sentiamo più cittadini europei, men che meno italiani ma solo abitanti del mondo. La conclusione dell’Eurogruppo ha imposto la capitolazione della Grecia, secondo la regola del “colpirne uno per educarne cento” e il riferimento alla Spagna è palese. Non ci sono più alibi. Non si può più tacere. È ora di lanciare un piano ambizioso. È ora di pensare all’autorganizzazione dell’Europa. Abbiamo un compito immane: costruire sulle macerie. A partire anche dall’analisi di possibili circuiti economici e monetari alternativi che non siano sotto la spada di Damocle della Troika. Occorre liberarsi dal ricatto del neo-colonialismo finanziario. Occorre sviluppare embrioni di politica alternativa. Al di là delle diverse letture della crisi. La guerra non consente divisioni. Soprattutto tra coloro che hanno a cuore la denuncia del neo-liberismo e la costruzione di un mondo più giusto.

Su questi temi, abbiamo intenzione di organizzare, dopo l’estate, un incontro pubblico per una discussione franca e plurale sulla costruzione di un’Europa alternativa, progetto che oggi appare sempre più imprescindibile.

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Traduzione in portoghese a cura di UniNomade Brasile

A estratégia do Syriza cumpriu uma tarefa importantíssima: colocar a nu a verdadeira economia de coações e chantagens que o sistema político-econômico europeu/mundial utiliza para subjugar os povos europeus aos “ajustes ficais” e medidas de austeridade. Diante da dissolução iminente, o apelo é singelo e por resistência, testemunhando tempos decisivos de reorganização das forças. Hoje, nós no Brasil também somos Grécia, sob o estado de sítio do neocolonialismo financeiro. Aliás, somos muitas grécias e há bastante tempo. Eis a tradução:

A GUERRA DA TROIKA NA EUROPA

“A Europa está em guerra. Uma guerra declarada há anos pela oligarquia tecnofinanceira, com medo de que a crise norte-americana dos subprimes viesse a dilapidar o patrimônio dos bancos, que então precisam ser salvos pelos próprios estados europeus. Aplicou-se o golpe de estado na Grécia (Papandreu) e na Itália (noemação de Monti graças a Napolitano) e se tutelaram Portugal, Irlanda e Itália. Agora se está organizando mais um golpe de estado na Grécia. A guerra leva sempre à ruína. Na Itália, levou à precarização do trabalho e ao trabalho grátis. Na Grécia, 30% da população vivem em condições de pobreza. A guerra, hoje, aplica novos instrumentos. É a bazuca do aperto da liquidez e da asfixia econômica. Nada de novo. Antigamente, se chamava estado de sítio. Nesse momento, a Europa morre. Não existe mais. Não nos sentimos mais cidadãos europeus, menos ainda italianos. Sentimo-nos habitantes do mundo apenas. A conclusão do Eurogrupo foi impor a capitulação à Grécia, segundo a regra do ‘bater em um para educar a todos’, e a referência à Espanha é óbvia. Não existem mais álibis. Não se pode mais calar. É hora de lançar um plano ambicioso e pensar na auto-organização da Europa. Temos diante de nós uma ingente tarefa: voltar a construir, a partir das ruínas. A partir também da análise de circuitos econômicos e monetários alternativos que não nos coloquem sob a espada de Dâmocles da troika. Precisamos nos libertar da chantagem do neocolonialismo financeiro. Para além das diversas leituras da crise. A guerra não consente divisões. Sobretudo entre quem faz de coração a denúncia do neoliberalismo e a construção de um mundo mais justo.”

 

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